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Como ocorrem as transações de Bitcoin – Parte 01

 

Artigo escrito por:
Pablo Fontoura <pablo@pablo.eti.br>
Engenheiro – Especialista em Redes de Computadores
Instagram: @pabloffontoura

 

Este é o primeiro artigo da série onde serão tratados aspectos de uma transação bitcoin. Serão abordados tópicos como tipos de transações existentes, formatos, scripts, assinaturas, endereços e outros. Os textos terão conteúdo técnico e para uma boa compreensão é indispensável que o leitor já tenha familiaridade com Bitcoin, programação e redes de computadores. Não será abordado as características da transação coinbase. Ela é uma transação especial e apenas mineradores podem realizá-la.

A transação é uma operação crucial na rede Bitcoin, é como valores são transferidos entre as partes envolvidas que utilizam endereços para receber os bitcoins. É realizando transações que podemos utilizar o bitcoin para comprar produtos ou pagar serviços. Como a transferência é uma operação tão comum e importante para o sistema ela deve ser simples e fácil de realizar para o usuário, mas, ao mesmo tempo, extremamente segura.

Mas antes de entrarmos na transação em si é importante entender uma característica importante e curiosa do bitcoin: De forma bem direta, ele não existe. Não há uma sequência de bits ou um tipo de arquivo especial que represente uma quantidade de bitcoins que você possa colocar no seu pendrive. Então você deve estar se perguntando como ocorre a transferência não é?

 

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Na verdade o que ocorre é que existe um registro de transação na blockchain informando que um endereço pode utilizar uma determinada quantia de bitcoins para realizar outra transferência. Então quando se fala que foi enviado bitcoins para uma pessoa, na verdade nada foi enviado, o que ocorreu é que foi adicionado um registro na blockchain com a informação de que o endereço de destino tem disponível para gastar (transferir para outro endereço) aqueles bitcoins. Esta informação é gravada na blockchain de modo imutável e perene. Quem “recebeu” os bitcoins poderá usá-lo, desde que, comprove que realmente seja o destinatário. Desta forma a blockchain é construída com milhares de transações onde cada endereço de destino pode utilizar os bitcoins “recebidos” enviando para outros endereços.

 

Para fazer todo esse processo de maneira fácil os usuários utilizam as carteiras, que são programas clientes que acessam a rede Bitcoin. Quando uma carteira é utilizada, apenas duas informações são necessárias para realizar uma transação: o endereço de destino e quantia a ser enviada. Desta forma a carteira esconde a complexidade em formatar uma transação com todos os campos e operações necessárias, como endereços, taxas, inputs, outputs, scripts, etc.

 

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Mas se não há transferência de bitcoins, como a minha carteira consegue mostrar o meu saldo? Simples, ela localiza na blockchain todos os registros em que o “destino” é o seu endereço. Feito isso ela faz um somatório e mostra o valor total disponível para ser utilizado.

Tenham em mente estes conceitos, no próximo artigo será mostrado através de exemplo prático como uma transação ocorre mostrando passo a passo sua transmissão, propagação e confirmação. Também será mostrado alguns campos necessários para que a transação seja montada.

Até breve,

 

Artigo escrito por:
Pablo Fontoura <pablo@pablo.eti.br>
Engenheiro – Especialista em Redes de Computadores
Instagram: @pabloffontoura

 

 

 

 

 

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